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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Mad Max, Tássia

Motoqueiro Mundo, Mad Max, Tássia [e te chamarás Tássia Mara, a fim de completar a aliteração dos emes]. [Depois da Vaga de Calor de 2096, da Tempestade de Frio de 2141 e da Guerrilha Digital Neutrônica de 2201 a 2207 não resta de São Paulo senão a lembrança e as ruinas. Fêmeas motoqueiras cruzarão o planalto salpicada de arbustos e metal torcido – couro negro, pontas nas pulseiras e as cilindradas a despertar os poucos machos que restaram.

Serás líder [Tássia] admirada pelas jovens novatas e temida pelos outros bandos. Teus olhos castanho-negros me perceberão a me esgueirar entre as paredes calcinadas de alguma velha pizzaria - serei tua presa. E quanto pensar que consegui aparecerás na minha frente [inteira, mãos na cintura e cabelo negro] e perceberei que não terei escapatória.

Não terei escapatória a não ser te seguir [humilde serviçal] – e tu determinarás se vai ser em algum resto de oásis ou em campo aberto – em cima da moto, as outras em volta, a olhar entre curiosidade e desejo de saírem à caça das suas próprias presas.  

E te seguirei obediente na garupa da moto [movida a combustíveis fotônicos depois que os fósseis se tornaram história]. E serei escravo, capacho e rei – nas vezes em que o poder te entediar e quiseres mudar de posição. Cuidarei dos bíceps e peitorais para ver teu olhar de orgulho diante do olhar de inveja das outras líderes.

E o Mundo será Motoqueiro [Tássia] Mad Max, tu e eu.

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