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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Perdidos Sem Espaço

Eu seria então estadunidense, piloto da Força Aérea Americana, deslocado para serviço em naves espaciais. [Terei nascido em Cincinnati ou no Brooklin mas meu destino levar-me-ia bem longe]. Exibirei cabelo preto, figura esguia, habilidades para manejar jatos hiperatômicos e tomarei como função levar uma família para a galáxia de Alfa Centauro. Em outras palavras eu seria o Major Don West. E tu serias Judy Robinson – cabelos de ouro e olhos azulíssimos a contrastar com irmãos e pais com os quais não pareces ter nada em comum.

Passearíamos por algum planeta perdido [essa família sempre se mete em algum planeta perdido] e [distraidamente de propósito] nós nos desviaríamos por detrás de algumas daquelas pedras obviamente de papelão – a única forma de nos livramos daquele robô boboca e daquele menino Will de voz gasguita, sem falar naquele chato falso Doutor que sempre se mete em encrenca].

E então [Judy] a trinta mil anos-luz de distância tu me empurrarás contra alguma árvore de plástico, tirarás a trança de ouro e o semblante de boa moça do caminho e com as duas mãos abrirás o macacão prateado – a mostrar-me aquela firmeza total e enigmática debaixo dele – o qual logo se amontoará inteiro ao chão, mal coberto pela minha roupa igual. E me empurrarás [Judy Robinson] contra alguma rocha mal construída e mesmo no sideral espaço serás louríssima amazona.


Antes que anunciem o episódio da semana seguinte.

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