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terça-feira, 24 de outubro de 2017

As Diabinhas de Lutero

Luther und die kleine Teufelchen [que pode ser traduzido de maneira razoavelmente precisa porém não menos ridícula como Lutero e as diabinhas] previsivelmente não foi o mais brilhante de todos os panfletos que a Santa Igreja [e seus bajuladores] lançaram contra o monge alemão nos dias que se seguram à pregação de suas 95 Teses contra a Venda de Indulgências em uma Igreja de Wittenberg a 31 de outubro de 1517. Tratou-se porém [e compreensivelmente] de um dos mais populares, até que o moralismo o relegou aos Infernos das bibliotecas [sendo eles as estantes especiais na qual se estocavam os livros indecentes], de onde o grande escritor Apollinaire [também pesquisador do Inferno da Biblioteca de Paris] o resgatou quatro séculos depois.

O panfleto [que tanto tem se sensual quanto de ridículo] retrata [sem novidade nenhuma] que Lutero fora desencaminhado pelo Inimigo para fazer o mal. Este porém [e também sem se esmerar na originalidade] enviou anjinhas caídas [ele próprio sendo um anjo caído, recorde-se] para desencaminhar o até então bom católico do caminho reto e acertado.

A parte cômica do livro [que deveria ser a parte erótica] mostra as garotas a cercar o monge e a trabalhar avidamente com suas bocas e mãos. Isso, a se somar ao fato de que o gordinho Lutero nunca fora exatamente um modelo de beleza, cercou a obra de grande peculiaridade.

E também fez com que Apollinaire a classificasse como livro cômico.

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