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segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Pouco Sustentável Esperteza dos Políticos

Nunca tive mandato de deputado, senador ou prefeito, nem nada do ramo. Como a grande maioria. E assim como ela, sempre tive um espanto quase inveja daqueles que os têm. Os políticos são gente comum – isso não deixa de espantar quem deles se aproxima. Não particularmente cultos, nem belos, e a maior parte não sabe nem mesmo ser muito convincente no discurso. O Vulgo do qual faço parte então medita no que eles têm que justificaria sua posição de superioridade.

Resposta: a esperteza. Políticos são espertos. Não são bobos. E tome um gordo anedotário sempre a apresentar o político matreiro, a dar nós em pingos d´água.

Vemos agora políticos importantíssimos a se liquefazerem de tanto medo só com a possibilidade de se defrontar com um juiz de primeiro grau. Ou agarrarem-se desesperadamente a cargos, apenas porque estes cargos lhe dariam a prerrogativa de retardar seus julgamentos.

Quantos de nós já formos chamados a audiências de juízes – experiência nada agradável, mas nós a enfrentamos sozinhos como adultos. Esses homens e mulheres poderosos [no entanto] procuram a proteção de aliados – como crianças que temem enfrentar o escuro sem os pais.

Talvez a esperteza, e o sangue frio do político matreiro, fossem advindos de que eles sabiam que o jogo já estava viesado em favor deles. É fácil ser confiante quando se sabe que está tudo articulado para ganhar.

E o poder dos políticos venha mais do acaso do que de alguma suposta qualidade – mesmo a chamada esperteza.

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