.

.

domingo, 17 de janeiro de 2016

2016 01 18 - O Detetive Balsemão contra a Máfia dos Picolés

Encontrava-me eu a digerir meu saudável jantar gourmet de Cheetos e coca tamanho triplo quando atarantado telefonema de minha secretária Cacilda Regielena interrompeu a paz da minha luxuosa quitinete segundo subsolo fundos: a Máfia dos Picolés Azuis atacava novamente.

O Veterano Detetive procura o 
último exemplar do picolé azul,
 tendo todos os outros já sido
 lambidos
Já era universalmente conhecido que, a começar pela Prefeitura de Santa Rita do Jucurutuca, meu doce e amado torrão natal, todas as entidades públicas, privadas e as privadas de todo o país decidiram que finalmente o país se voltaria para professores, ambulatórios e laboratórios. Antes disso, porém, a nação deixaria na pindaíba os professores, ambulatórios e laboratórios, para comprar picolés. Os lambíveis artefatos carreariam fama mundial ao país, que lucraria horrores com os turistas que afluiriam sem nem deixar espaço aos pobres e apertados nacionais.

Efeitos do Picolé
no tataravô
do bravo Detetive
A bordo de meu DKW-Vemaguet lancei-me à caça da sub-reptícia máfia, quando vi que, no seu afã maléfico, cometeram um erro: na falta de corante, esmagaram umas pílulas azuis para os picolés de anis. A pista não foi difícil: foi só seguir a trilha de velhinhos serelepes acompanhados por jovens tatuadas a fazer fila em hotéis com nome em neon e portas cor violeta.

Finalmente encontrei a Máfia, junto com as mais honradas autoridades da minha doce Santa Rita, além de outras. Ia soar-lhes a merecida voz de prisão, quando me declararam que dessa vez o país daria prioridade à educação e à saúde. Mas antes destinariam vultosos fundos à produção massiva de tais picolés, que trariam fama mundial ao país, etc.


Desconfiado, disse que daria 300 anos de prazo para tão tonitruantes resultados aparecerem. Eles disseram que não seria tão demorado. Bastariam 299. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário