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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

086 - Os Saticons contam o mundo

Os Saticons [cuja existência, segundo os entusiastas, encontra-se fora de dúvida] invadem o planeta. Na verdade invadirão, pois a quase totalidade das versões coloca esses seres extraterrestres em um futuro, próximo ou longínquo. O fato de ainda não terem vindo não impede a existência de fotografias [de autenticidade compreensivelmente discutida], de características remarcavelmente próximas: os invasores semelham ser versões science-fiction do deus Thor munidos de capas negras, sempre cercados de pouco compreensível ventania e uma paisagem esperavelmente lunar [explicado pelos psicólogos de sempre como a aridez da inveja que teriam dos humanos].

De fato, os Saticons almejam o domínio da Galáxia. As histórias sobre eles sempre relatam um período indefinido do dia. Seus rostos mal têm definidos olhos, nariz e boca e tudo o mais, como se protótipos flagrados antes de nascerem.

Sua metodologia [manjadíssima porém ainda assim efetiva] consiste em atrair suas vítimas para um asteroide morto, com promessas de riquezas e outros previsíveis badulaques. Por incrível, há terráqueos que caem [ou cairão].

Restam, é claro, as nunca concluídas análises do que os motiva. Além da [óbvia e já mencionada] inveja, fala-se do [também claro] desejo da desgraça alheia. Resta, porém, a razão dessas razões – e o arrazoado mais frequente é que de tais monstros se apossou uma tristeza – de não ser, de viver [ou não] em asteroides sem vida, anjos ou hot-dogs – mais frequente, porém longe de unânime.

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