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terça-feira, 2 de setembro de 2014

076 - O Túnel Verdadeiro do Tempo

A refutação mais tola das viagens no tempo [que também é (desgraçadamente) a mais sólida] poderia ter sido desconstruída quando dois homens literalmente caíram por cinco minutos [vindos supostamente do nada] num lugar monótono de um dia idem, 2 de setembro de 1930, nos campos de Michigan.

Quando os cientistas Douglas “Doug” Phillips e Anthony “Tony” Newman desabaram sobre um silo [felizmente sem grandes ferimentos] negaram também a [recorrente] lenda da invericidade dos seriados de TV. Afirma-se que nunca serão possíveis as viagens intertemporais pois ninguém nunca apareceu dizendo vir do futuro. No entanto, Doug e Tony tinham vindo de 36 anos depois. Mais que isso, vieram da série O Túnel do Tempo, um sucesso apenas mediano da temporada de 1966.

Tal série [quase tão dialogada quanto um romance classe B] tem uma marcante [e involuntária] identidade na [quase] onipresente cor laranja dos cenários, na diferença de lapsos de tempo que faz com que, no presente, os períodos de tempo no passado sejam pequenos, e no sol lancinante de quase todos os episódios [a noite pouco parece existir].

Doug e Tony [Tirésias com visão] predizem o futuro [e obviamente ninguém acredita]. Sua hipergenerosidade [quase de supostos seres ainda não nascidos] perde apenas para sua indignação perante as injustiças do presente [ao qual nunca pertencem].

Dizem alguns críticos que tal série não seria sobre o Tempo – mas sobre o eterno medo humano do que poderia ter sido. Trata-se [é óbvio] de visão pejorativa.

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