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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

059 - Espaciais Lagartos

O lendário curta Sete Guerreiros Espaciais precedeu o Viagem à Lua de Georges Méliès como o mais imaginativo dos celuloides de ficção científica [com não poucos afirmando que o adjetivo lendário é mesmo literal]. De fato não são poucos os problemas da pequena fita. Realizada em fevereiro ou março de 1901 na [talvez] menos imaginativa cidade do mundo [a tranquilíssima Genebra] não objetivava ter tom cômico. Tratava-se de uma representação dos Sete Contra Tebas de Ésquilo situada em um mundo futuro

Principiava o problema pelos cenários: por alguma razão os cenógrafos acharam que o século XXIII teria um tom verde; viver-se-ia em eterna madrugada, o que não impedia de ter sol [afinal tratava-se de ficção científica]; os terráqueos seriam baixinhos e vestiriam camisolões amarelo-pálidos [o que gerou a (inevitável) piada de que seriam crianças avarentas]; e [para completar a mistura de inconveniências] viveriam em guerra mental com Júpiter e Urano – a guerra consistindo em desejar desgraças uns para os outros – e recear a tragédia pelos outros invocada.

Claro, os Sete Lagartos deram ao filme a sua maior [má] fama. Esses [peludos] guerreiros vieram [como seria inevitável] para combater androides de outra Galáxia. Sua aparência insética não os impedia de ter falas de guerreiros clássicos gregos – de fato era isso que eram, ou pelo menos seus diálogos.

Uma cópia [dizem] ainda existe [em lugar incógnito]. Estaria guardada no Futuro – mas trata-se [obviamente] de uma piada.

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