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sábado, 23 de agosto de 2014

070 - O Infinito pela metade

O relato escrito por alguém com o [pouco crível] nome de Lícia Djamila e publicado em alguns portais não tinha porque chamar a atenção [e de fato não chamou]. Não passa [de fato] de uma [não-hiperinteressante] descrição de uma visita a um Swingerclub, algo decadente e com um visível sabor de anos 1960.

Sua pequena notoriedade [se é que teve alguma] vem de um clip feito com parte de suas palavras lançado no Youtube [e logo retirado por violação de direitas autorais] e no qual constava [sob o fundo musical patético – o tema da Batgirl no seriado da época] a frase Ich wartete halbe Ewigkeit – gravada em fogo na parede do tal estabelecimento tanto indecente quanto decadente.

Esperei por meia Eternidade – uma frase digna de Hegel e de Goethe mas que veio de nenhum. Uma explicação pode advir do clip que acompanhava as palavras – uma jovem percorrendo as ruas da megalópole em motocicleta – franjas azuis na capa; rosto determinado de eterna adolescência [estranha Vênus da Hiper-pureza]; nuvens pesadas em ameaça nunca consumada de temporal; uma euforia que despertava nos [poucos] espectadores um desejo e repulsa igualmente fortes. Dirige a moto por um tempo indefinido – possivelmente longo. E o clip chegava ao final antes de sua jornada.

O sem-sentido da frase[assim como o do clip] junto com o nonsense de sua fonte primária geraram alguns comentários sobre a falta de sentido da vida – embora isso [talvez] seja filosofar demais sobre uma bobagem.

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