.

.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

052 - Beatles cruzam o Equador

Ramón, Jiménez, Luís Miguel y Pablito estrearam a 30 de julho de 1960 [a terceira página do Correo del Sur de Antofagasta não deixa dúvidas a respeito]. Se é que se pode chamar aquela apresentação em Teatro de província de uma estreia – não faltaram as alegações de que a cortina [de estranha cor violeta] estava rasgada e bêbados vomitaram em algumas cadeiras [talvez para maior dramaticidade].

O fato não teve importância na época [e, na verdade, continua sem ter]. Anos depois uns [poucos] lennonmaníacos esbarraram com alguns títulos das canções que o quarteto hispânico tocara: El Submersible Amarillo, Lúcia em el Cielo com Diamantes, No puedes me comprar amor e uma esperável Miguella [com detalhes em francês].

Não faltaram as tradicionais hipóteses de metempsicose temporal, seitas diabólicas, uma [mais fria] de compra de músicas, além de uma inevitável de conspiração da CIA. À falta de evidências, multiplicaram-se as descrições do tal dia: teria sido ensolarado, no horário bem pouco roqueiro das oito da manhã; os jovens levantaram a euforia da pequena plateia, e um deles [provavelmente Ramón] com a  cabeça firme e estetizada de um Apolo teria afirmado que seu grande objetivo era a fama.

É claro: não a tiveram - e [na verdade] ninguém sabe onde o quarteto latino, que teria antecipado as canções dos Beatles, foi parar. E talvez nem seja verdadeira a lenda de que John Lennon, ao saber das músicas que supostamente teria imitado, fez um olhar que a mais de um pareceu de inveja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário