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segunda-feira, 28 de julho de 2014

051 - Ridícula Guerra

A ideia de uma guerra cruel não afeta os poderosos [nem erguem sobrancelhas]. Mas a de uma guerra ridícula – é séria.

E foi a que [teoria da conspiração or not] teria afetado metade das cabeças da Europa em 28 de julho de 1920 [exatos seis anos e um mês depois do atentado que, segundo o livro Der Wahnsinn von der König [algo como o Rei Bobo, ou melhor ainda, O Rei nos fez de bobos], quando tal livro teria sido publicado em meia dúzia de livrarias de Viena].

Segundo tal Ensaio [cuja existência é (de resto) discutível] o famoso atentado contra o Príncipe Francisco Ferdinando teria sofrido uma série de distorções: o tempo não estava ensolarado, e sim uma tempestade assolava a região; o carro do cinquentão príncipe era pintado não de preto mas amarelo; não participava de uma triunfal entrada na cidade mas vinha de um regabofe de muito goulash e salsicha alemã e se dirigia a uma montagem de os Sete contra Tebas considerada horrível pela crítica.

Desorientado [pois no banquete não faltou álcool], o Príncipe não se mostrou indignado com o atentado [pelo simples fato de que o atentado não existiu]. O livro revelava que o tal potentado vivia em uma [inevitável] ilha no Mar Egeu.

O autor do livro [que de resto permaneceu anônimo] nunca foi encontrado. Uma versão agradável aos poderosos é que eles [ao sufocarem a  existência do livro] não pensavam em encobrir sua inútil guerra, mas tinham um justo temor do que poderia ocorrer, se tudo fosse revelado. Uma razão nobre.

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