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sexta-feira, 25 de julho de 2014

048 - Apodrece o Verão

No seu absolutamente esquecível C´étaient les poilus! Eram os pracinhas! [na verdade um amontoado de frases que visa dar uma luz nova à batidíssima Primeira Guerra Mundial] Pierre Stéphany joga [talvez por acaso] a forte frase: a Chuva de um Verão Podre [p. 132, Ixelles, 2014].

Mais banal do que possa parecer, a frase se refere às condições [tétricas] nas quais os generais [sempre eles] jogaram ondas e ondas de soldados em uma carniceira que os historiadores dignificaram como o nome de Batalha do Somme.

Forte que seja, não prima por ser original. De fato a primeira versão do Im Westen nichts neues [que ganhou o ruliúdiano nome de All Quiet on the Western Front] tem [quase exatamente] o mesmo título: Chove em um Verão Podre.

A História [absolutamente familiar para quem já leu um livro sobre as trincheiras] tem um pouco de originalidade na sua luz que semelha eterna noite [na verdade uma estranha luz violeta], além de uma [pouco menos que irritante] calmaria no ar: nem uma folha se dobra. No mais, as mesmas histórias de jovens [com um (compreensível) medo do futuro] que se criam deuses da firmeza [tipo Thor] convictos de uma suposta razão e que [depois de muitas balas, muitas covas e alguma culpa] se descobriam apenas jovens, e com medo.

A primeira rodagem do filme [compreensivelmente] não veio a lume. Os produtores preferiram uma versão adocicada – que afinal não mudou muita coisa. Desgraçadamente, a bela frase se perdeu.

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