.

.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

034 - Dos en el Bolero

Las noches inolvidables son todas lejanas e poucas coisas há mais distantes que a boate Malibu, em certa noite de maio de 1936. [El Viejo Barrio ainda sem Fidel, com nuvens fracas e dancing clubs].

Encontré Dolores y me quedé enamorado [diria eu se fosse Luís – mas eu não sou Luís]. Dolores Alarcón y Menéndez [o inevitável vestido vermelho plissante] encontrou Luís Diego Miguel [leves trinta anos e cavanhaques] em uma madrugada [que (como todas na Havana de então) semelhava eterna].

El Bolero [que besa mucho e como todo Bolero] convidava à inexistência do futuro [além de certa nostalgia de que (realmente) não existisse]. Dolores dançava dramática [Antígona de cabaré], cada passo podendo e devendo ser o último [e o melhor].

Luís [begônia branca e lenço a despontar na lapela] detonava de avareza [do sorriso, dos passos, dos cabelos negros de Dolores puxados para trás em um coque negro amarrado por um cordão cor de rosa]. 

emia el momiento em que la puerta se cerrase detrás de ti y nunca más volviste a aparecer. Dolores sentía o amor [e o aroma de gomalina dos cabelos de su caballero].

Quanto ao Bolero, este não acabou nunca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário