.

.

domingo, 29 de junho de 2014

024 - Jean-Jacques bebe água de coco

.
Jean-Jacques [dizem] tomou um barco. E o fez [bem à sua maneira] não por nenhum desejo de aventura, mas porque amou seu nome La Belle Jeune Femme [a linda garota]. De fato, a ausência de seis meses e vinte e sete dias nas suas Confissões referentes a 1739 sempre motivou embaraço dos estudiosos e alguns artigos envergonhados nos boletins anuais da Maison Jean-Jacques na Grand Rue de Genève.

Hoje se sabe [não com certeza absoluta] que o navio [após um tempo recorde de dezenove dias e meio] levou o [então] jovem vagabundo a uma terra que a Jean-Jacques [nas pouquíssimas menções a respeito] contemplou como pintura [uma paisagem com o céu sempre esgarçado por nuvens fracas].

Não surpreendentemente, o tom geral da Terra esverdeava [das matas] porém [ao contrário do que se poderia esperar] o sol não esbraseava – para Jean-Jacques, a nova terra parecia sempre em crepúsculo [um fim-de-dia dos trópicos].

Pouco se sabe o que fez lá [embora (por seus gostos nas Confissões) possa-se adivinhar que caminhou e remou em lagos]. Pouco ligado à pura contemplação estética [um Apolo às avessas] dizem [sem ajuntar prova alguma] que os Espíritos daquela Terra [quem quer que fossem] o curaram dos males da Busca da Fama e da Hiper-retidão, enchendo-o de estranha euforia.

São sempre contestados pelos que afirmam [com a mesma paixão e sem prova alguma] que Jean-Jacques Rousseau nunca veio ao Brasil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário