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sábado, 14 de junho de 2014

009 - Tori is not in danger

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Na verdade se chamava Kekuyo Ze Torri Terue Ka [em duvidoso dialeto Keruala] o filme [na verdade um curta metragem]  apresentado em Tanganyka [em uma paliçada na beira do lago do mesmo nome] a 14 de junho de 1935. A indignação [que alguns reputam fake] do Governador Sir John Birkwood e da colônia inglesa que o assistiu e de alguns [raríssimos e submissos] dignitários locais explicam [talvez] seu restinho de fama [além do fato de dele terem sobrevivido dois rolos, um quase inteiro na antiga Cinemateca Soviética de Vladivostok].

Fama [em grande parte] desmedida: o filme começa com um [pouco discreto] tom violeta numa madrugada de nuvens pesadas. Entra a tal Tori [e o narrador pateticamente explica que é antiga deusa da tribo Masai]. Já nos seus maduros trinta [e não a esperável adolescente] Tori causa certo desamparo – logo superado por sua esplêndida falta de medida – no ler, no discursar, no praticar atividades físicas – e também no praticar aquela atividade física na qual a plateia [sem o dizer] pensava.

Dois raros comentários no Zanzibar Times compararam-na a Vênus – comparação que [dizem os poucos que assistiram] indevida pois a semideusa Masai parecia estar lá porque queria, e não por para obedecer a comandos de Zeus nenhum.

Isso, além de pressões de sua volumosa esposa, fez John Birkwood proibir o filme e confiscar os rolos – antes de morrer em um bombardeio alemão em Londres na madrugada de 14 de junho de 1941 – embora este fato tenha sido mera coincidência.

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