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domingo, 6 de outubro de 2013

Microensaios de noite de domingo - Velhos Filmes, Emoções Novas

Li/Vi na Internet e divido com vocês



Velhos Filmes, Emoções Novas

Os artistas podem ter diferentes pais e mães mas todos eles têm o mesmo tio – o tio Vira, conhecido na pressa como Ti´Vira, ou te vira.

E Virar-se, tirar leite de pedra, criar em cima de circunstâncias longe de ideais é o que fazem [conscientemente ou não] os rapazes do Frame Circus.

Apesar do nome, esse grupo de músicos é brasileiríssimo. Compõem-no os artistas Paulo Beto, Maurício Fleury e Tatá Aeroplano. Fazem músicas para antigos filmes mudos.

O resultado é a revitalização de antigos celuloides [muitas vezes esquecidos] provando mais uma vez que cinema é áudio e visual, e que o áudio vem primeiro na palavra e talvez no fato.

O clássico Annabelle, de Thomas Edison, ganha nova dimensão. A dançarina gira, flutua no ar e na música eletrônica do Trio e na medida em que a dança evolui torna-se densa, quase apocalíptica. O mesmo com a doce Alice e com o Inferno.

 É uma forma curiosa de resolver uma contradição dos tempos: meios de reprodução cada vez mais simples e baratos, permitindo a difusão do conhecimento e da beleza a velocidade alta e preços baixos, e leis cada vez mais duras cerceando ciumentamente a difusão do conhecimento e da arte em nome dos direitos autorais. O Frame Circus trabalha com filmes já em domínio público, fazendo arte com o que pode.

E fazendo o que se pode, talvez se faça o que [parece] impossível. Com vocês, os brasileiros do Frame Circus.

Boa Semana.

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