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domingo, 8 de setembro de 2013

Microensaios de noite de domingo: 37 segundos para Sir Roger Casement


Li/Vi na Internet e divido com vocês




37 segundos para Sir Roger Casement

A posteridade [ou a espionagem britânica] fizeram com que restassem apenas 40 segundos [na verdade 37] de filmagem do ex-Cavaleiro do Rei [Sir] Roger Casement. Esse pequeno trecho no Youtube mostra como o tecnológico e o fantasmagórico se podem mesclar: impossível não lembrar [ao ver a filmagem] que os ingleses enforcariam esse irlandês [e quase brasileiro] a 3 de agosto de 1916, possivelmente não muito depois.
Quase brasileiro. Roger David Casement chegou ao Brasil em 1906 como cônsul de sua Majestade o Rei dos Ingleses, os quais detestava, mas dos quais tirava o pão de cada dia como cônsul do Reino Unido. Patriota, conspirava com seus amigos irlandeses pela independência de seu país. Corajoso, denunciava casos de escravidão. Já o fizera antes no Congo. No Brasil viveu na capital Rio, na Santos das sacas de café e na Belém da bolas de Hevea Brasiliensis e da brevíssima riqueza da borracha.
Nesta última soube de um caso de exploração de índios, por conta dos altos preços da Hevea. Era perto do Brasil mas não nele: era no Peru. Chamou-se o Affair Putumayo [nome de um rio que ao entrar no Brasil se chama Içá]. Bravura em pessoa, Casement foi, viu e relatou.
Estourou a Primeira Guerra Mundial. Aderiu aos alemães [os inimigos] a troco da promessa da independência irlandesa – um traidor. Voltou à Irlanda, os ingleses o pegaram e o julgaram com cartas para lá de marcadas – um herói. Duas alternativas à escolha.
Restam dele 37 segundos.
Até domingo!

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