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domingo, 1 de setembro de 2013

Microensaios de noite de domingo - Economia não é tudo mas é 100%, ou por que os tais cubanos vieram

Li/Vi na Internet e divido com vocês



Economia não é tudo mas é 100%, ou por que os tais cubanos vieram


A nossa [triste?] história começa há metade de século atrás, quando os EUA resolveram embargar o comércio com Cuba. As reservas de dólar da Ilha caíram a perto de zero, obrigando o país a basicamente fazer trocas de mercadorias.

Isso não foi muito problema enquanto houve o bloco socialista, disposto a comprar o açúcar cubano a preços razoáveis.

O fim do comunismo europeu em 1991 demoliu a estrutura econômica e obrigou o país a se reciclar em outra. Cuba não tem muito o que vender. Mas sempre tem o que comprar, especialmente petróleo. Sem energia nada se faz. E nesta nova estrutura, o principal produto não era o açúcar mas o níquel.

Foi tudo razoavelmente até a crise de 2008, quando o preço do níquel desabou em 80%. Abriu-se um rombo nas contas da Ilha.

A forma encontrada para tapar esse buraco foram os serviços, especialmente turismo e médicos. Esses trabalham fora e remetem os salários para a ilha. São literalmente exportados para fechar contas.

Isso explica porque 60% dos salários dos cubanos serão pagos ao governo. Eles não querem que os cubanos gastem aqui. O Brasil pagará em dólares – preciosíssimos dólares.

O poeta (talvez profeta) brego-pós-modernístico Falcão afirma que O Dinheiro não é tudo mas é 100%. Frase talvez não de todo correta mas que ajuda a explicar muitas coisas – até a vinda dos tais cubanos.

Eles vieram por Amor, Carinho, Dedicação, e porque o preço do Níquel está baixo.

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