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domingo, 4 de agosto de 2013

Microensaios de noite de domingo - Hipnose, versão pós-moderna

Li/Vi na Internet e divido com vocês



Hipnose, versão pós-moderna

A Performance Audiovisual (Pav) mistura. E mistura tudo. Epígono da geleia geral, nela batem ponto a escuridão e a luz, o som suave e o abrupto, a tecnologia e a sociabilidade. (Afinal a boa Pav não é gravada – o artista tem de estar lá osso e carne nos controles, o público a vê-lo).

Difícil defini-la e melhor não tentar. Costumam apresentá-la em bienais de arte – principalmente naquelas que ostentam a mágica palavra digital. Consiste em uma sala quase sempre escura, um público na incerteza do que vai ver, um ou dois performers no comando de uma mesa eletrônica – e súbitos sons e imagens em ritmo se projetam sobre uma tela.

O Brasil diz presente na Pav – entre eles o meu velho professor Fernando Velazquez. Escolhi um trabalho do também brasileiro Raimo Benedetti (que um portal definiu como um low-tech geek – talvez uma saída para geeks terceiro-mundistas).

Raimo trabalha (em parte) com formas quadrangulares – o que se vê na segunda parte (Métricos) da performance Modulações - Modulazioak que produziu com o basco Xavier Erkizia. Trata-se de um trabalho soft como geralmente são as produções de Raimo, sem sons agressivos. Chama a atenção a qualidade hipnótica da primeira parte, denominada Barras.

A Pav junta elementos do pós-moderno. Pode-se discutir seu conteúdo – o que ela quer transmitir, e mesmo se ela quer transmitir.  Como (quase) tudo na tecnologia audiovisual, ela puxa sempre para o presente – e faz especular sobre o futuro.


Até domingo!

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