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domingo, 11 de agosto de 2013

Microensaios de noite de domingo - Jovens, precários e conectados

Li/Vi na Internet e divido com vocês



Jovens, precários e conectados

E os Ninjas chegaram. Sem espadas, samurais ou haraquiris. Não se propõem a mudar o mundo. Eles são produto de uma mudança que já aconteceu ou acontece.

A dupla de produtores Ninjas Bruno Torturra e Pablo Capilé irrompeu na cortina-de-aço do pouco humor dos jornalistas tradicionais de certo programa de entrevistas televisivas neste agosto.  Deram seu recado, mas outros elementos também muito revelam sobre seu movimento.

Primeiro o nome - Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação – NINJA. Vemos o imaginário desses rapazes (e moças): permeado pelos filmes de ação ruliúdianos. Pensem em uma ação intrépida – eles pensam em tais filmes.

Outra a juventude – um mal passa dos 30, outro dos 20. São jovens e sem utopias jovens, sem Não confio em ninguém com mais de 30 anos.

Vivem de projetos, de financiamento-por-multidão [crowdfunding]. Um deles mora em uma casa coletiva. Como muitos jovens [cuja revolta filmaram] vivem em situação não estável – o precariado.

Adotaram sua linguagem (a presença em tempo real), sua tecnologia de transmissão (a câmera com conexão 3G), sua filosofia (uma recusa a uma pretensa imparcialidade) e seu modo de vida (uma conexão em rede entre iguais).

Jovens, conectados e precários - são esses os ninjas (e não só desse grupo, mas os das revoltas no mundo-bola). Não confiam nas instituições tradicionais. (E quem poderia condená-los?)

Querendo ou não, todos assistiremos à sua novela.

A seguir, cenas dos próximos capítulos.

Até domingo!

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