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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Humano Caspar David Friedrich


Pintou-o de 1823 ao ano seguinte. Contradições: esse quadro selvagem, ele o fez quando estava mais feliz, recém-casado, e cores leves invadiram suas telas.

Caspar David Friedrich pintou paisagens e – dizem – melancolia. Nem tanto – mais que melancolia, pintou sua vida, de baixos e altos. Romântico na arte e na vida fora dela.

Em suas paisagens o homem é um detalhe. Observador abestalhado diante da ferocidade e da beleza da natura. Às vezes o observador nem existe no quadro - somos nós.

O naufrágio do Esperança marca o fim da própria, trazida pela Revolução Francesa aparentemente vencida pela reação pós Waterloo. É o que dizem uns intérpretes.

O gelo esmaga o navio. Impessoal, zomba do humano. Humano, amargo e romântico Caspar David Friedrich.

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