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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Duas notas sobre Kurosawa



Akira Kurosawa em entrevista a Nagisa Oshima em 1993 já no final falou o que aconselharia aos aspirantes a diretor. Disse que hoje era preciso muito mais dinheiro para se fazer um filme, portanto era mais difícil. Mas se realmente o quisessem, deveriam começar escrevendo roteiros. Citou Balzac – que afirmou que o duro era passar pelo aborrecimento de escrever uma palavra por vez. Para o cineasta nipônico, era preciso escrever muito, até que escrever se tornasse não sacrifício mas rotina. E para escrever era necessário ler. Os jovens não leem muito – quem diz isso é um japonês. A criação é memória. Não se tira nada do nada.

Perguntado sobre o sucesso dos filmes no exterior, disse que nunca quis agradar plateias estrangeiras. Se colocasse elementos exóticos japoneses, não as agradaria. Seus filmes falam dos problemas do povo japonês, e os problemas de todas as pessoas são iguais. Por isso fazem sucesso.

Observações a serem vistas com cuidado por quem deseja uma arte brasileira, universal e boa, tudo ao mesmo tempo agora.

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